quinta-feira, 21 de maio de 2015

Novas conquistas marcam semana de trabalho em Brasília

Em mais uma semana de intenso trabalho em Brasília, diretores da Federação Nacional dos Servidores Penitenciários (FENASPEN) participaram na manhã desta quarta-feira (21.05) de reunião com membros da CPI Carcerária, a qual foi criada para visitar os estabelecimentos penais dos Estados e elaborar um caminho para tirar o sistema penitenciário da falência em que se encontra.
De acordo com os diretores, entre as preocupações da federação está o pesadelo da terceirização, co-gestão ou parceria público privada (PPP). “Esse projeto com certeza faremos um trabalho no sentido de combatermos veemente, além de entrar com ADIN nos estados vinculados a federação”, disse a assessora parlamentar do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (SINDSPEN-MT), Jacira Maria da Costa, que se encontra em Brasília participando das reuniões.
Durante a reunião, o presidente da FENASPEN, Fernando Anunciação, foi primeiro a falar sobre o sistema penitenciário. Ele focou na necessidade de aprovação da PEC 308.

Os diretores também chamaram a atenção para a superlotação das unidades penais no Brasil e para o déficit de servidores, considerado também um problema comum em todos os estados.
INSALUBRIDADE – Ainda em trabalho no Congresso Nacional na tarde de ontem, culminou com a inserção dos agentes penitenciários na proposta do deputado Gonzaga, que concede adicional de insalubridade e riscos a vida de profissionais da segurança publica.


Nelli Tirelli
Assessoria de Imprensa/SINDSPEN-M

SINDASP-MG inaugura nova subsede em Unaí/MG

O Presidente do SINDASP-MG esteve em Unaí, na última semana, para inaugurar a nova subsede do Sindicato. Os agentes da 16ª Risp poderão contar quatro Diretores e três Delegados do SINDASP-MG que estarão disponíveis para atendê-los todos os dias da semana. Os ASPs poderão levar suas demandas, sejam elas dúvidas, questões jurídicas, consultoria, e caso seja necessário, os representantes do Sindicato farão o encaminhamento da demanda à central, em Belo Horizonte.Durante o evento de inauguração, Adeilton conversou com os Agentes presentes, apresentou os novos representantes, tirou dúvidas e ouviu as demandas da região. Quem também participou da inauguração e reforçou seu apoio ao sindicato foi o Agente Penitenciário e Vereador e Unaí, Eugênio Ferreira. Os Diretores das unidades da região e o Diretor referência da 16ª Risp, Sr. Glauco, foram prestigiar o evento, declarando apoio e parabenizando o Sindicato.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Suapi e UFMG fazem reunião de capacitação para mutirão em Ceresp Gameleira

Unidade prisional, porta de entrada para o sistema, tem capacidade para 400 detentos, mas está com 1.200, e está impedida de receber mais presos

  

 Nesta manhã de quarta-feira (20), o subsecretário de Administração Prisional (Suapi), Marco Antônio Padova está reunido com estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para capacitar os alunos que irão participar do mutirão carcerário no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, que está impedido de receber novos presos desde o mês passado, devido a superlotação.
A intenção do trabalho é conseguir liberar vagas. Serão 100 profissionais entre alunos da Faculdade de Direito e advogados que irão atuar nas próximas sextas-feiras para analisar todos os casos dos 1.200 presos do Ceresp, que tem capacidade para 400.
"Não sabemos quantas vagas serão liberadas, sabemos que não vamos resolver o problema de superlotação com essa ação. Porém, essa parceria com universidade é importante para conseguirmos garantir o direito do acusado e começarmos a mudar o modelo de gestão prisional. Todo cidadão tem direito de responder ao processo em liberdade, a prisão provisória é uma exceção em casos específicos", afirmou Padova.
Ele também afirmou que a sociedade não pode aceitar que a população carcerária chegue a 100 mil presos, o que seria inviável economicamente para o Estado.
O coordenador do mutirão e professor da Facildade de Direito da UFMG, Felipe Martins, destacou que a visita prévia feita ao Ceresp revelou que há diversos casos em que não há a necessidade da prisão. "Há casos de pessoas que estão detidas por tentativa de furto, outro por roubo de cuecas e até pessoas doentes que estão detidas no Ceresp".
A liberação de vagas pode desafogar as Centrais de Flagrantes da capital, que tem fica com as celas cheias, devido a falta de espaço nas unidades prisionais.
O mutirão começa nesta sexta-feira (22).


Fonte:  O Tempo

Agentes Penitenciários decidem por greve no Paraná

20 mai 2015
sindarspen

Os agentes penitenciários do Paraná deliberaram por greve geral no Sistema Penitenciário em protesto contra a falta de segurança, dentro e fora dos presídios, e também pela luta da data-base de 8,17% dos servidores públicos. A decisão foi tomada nesta terça-feira (19), em assembleia gral da categoria, em Guarapuava. A greve dos agentes inicia no próximo sábado (23) e não tem data para terminar.
Na assembleia, também foi aprovada uma moção de repúdio contra gestores que praticam assédio moral e perseguição aos agentes que organizam a luta sindical na base.
A deliberação pela greve aconteceu depois que o governador Beto Richa (PSDB) anunciou reajuste de 5% na data-base.
“A relação do governo do Estado com os servidores públicos já estava desgastada por conta da lei aprovada na Assembleia Legislativa que redefiniu regras ao Paraná Previdência. Mesmo assim ele insiste em acabar com os direitos dos trabalhadores, pois a data-base é garantida por lei estadual que determina que a reposição da inflação deve ser feita sobre o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que está em 8,17%,”, afirma. Petruska Sviercoski, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).
Ainda segundo Petruska, outro problema é a falta de segurança. “O Sistema carece de investimento e, para ajudar, o governo sacou o dinheiro existente no FUPEN (Fundo Penitenciário), que é destinado para garantir melhorias no Sistema Prisional”, comenta. Ela ainda destaca que o posicionamento do governo em relação aos servidores preocupa a classe, pois a SESP (Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária) fechou as portas para negociação da pauta com a categoria e insiste em ignorar a situação caótica em que se encontra o Sistema Prisional.
A greve geral não implicará na redução do efetivo dos agentes penitenciários com a intenção de garantir a segurança dos servidores e também de toda sociedade. “Já trabalhamos em um número muito inferior ao necessário. Para garantir as atividades essenciais com segurança não poderíamos retirar mais nenhum agente.
Além da distribuição de alimentação, atendimentos a emergências médicas e cumprimento de ordens judiciais, a categoria vai tomar todas as providências para garantir a segurança dentro das unidades penais durante o movimento paredista”, explica Petruska. Ainda segundo ela, atividades como escola, trabalho, pátio de sol, visitas de familiares aos presos e entrega de sacolas não vão acontecer.
Os servidores também aprovaram uma moção de repúdio contra gestores que praticam assédio moral e perseguição aos agentes que defendem a luta sindical na base denunciando os problemas das unidades. A “Campanha Marcelo Pinheiro, por segurança nas unidades penais”, lançada na noite desta terça-feira (19), durante sessão da Câmara Municipal de Guarapuava, também foi objeto de votação e aprovação. A partir de agora, os procedimentos de segurança serão intensificados em todas as unidades do Estado de forma permanente.
A Assembleia geral contou com a presença de cerca de 200 servidores de Maringá, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Cruzeiro do Oeste, Francisco Beltrão e Curitiba e Região Metropolitana.

Fonte: http://www.esmaelmorais.com.br/2015/05/agentes-penitenciarios-decidem-por-greve-geral-na-luta-da-data-base/

Luta pela PEC 308/04 Polícia Penal


O deputado federal Lincoln Portela (PR/MG) recebeu, nesta terça-feira (19), a visita de representantes da Federação Sindical Nacional de Servidores Penitenciários (FENASPEN).

Durante a reunião, o grupo pediu ao parlamentar a inclusão da PEC 308/04 na Ordem do Dia. Esta proposta altera os artigos 21, 32 e 144 da Constituição Federal criando a Polícia Penal nos âmbitos Federal e Estadual.

Segundo Fernando Ferreira da Anunciação, presidente da FENASPEN, a proposta da PEC 308 foi extraída da vontade do povo, como a diretriz mais votada na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (CONSEG). A criação da polícia penal não trará custos aos Estados e nem à União.

Para Portela, a aprovação da PEC 308 contribui significativamente para o aperfeiçoamento do sistema de segurança pública vigente no país, uma vez que libera definitivamente os integrantes das Polícias Civil e Militar de encargos de atividades carcerárias.

Participaram da reunião os agentes penitenciários Carlos Alberto Nogueira, Wylker Kaizer de Freitas, Fernando Santos e Reivon Souza Pimentel.


Fonte: Deputado Federal Lincoln Portela

CCJ aprova transformação de cargos da Polícia Civil do DF para nível superior

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na terça-feira (19) o Projeto de Lei 8078/14, do Poder Executivo, que transforma os seis cargos da carreira de Polícia Civil do Distrito Federal (DF) - perito criminal, perito médico-legista, agente de polícia, escrivão de polícia, papiloscopista policial e agente penitenciário - em cargos de nível superior.
Desde 1996, já é exigido o nível superior de escolaridade para o ingresso nas carreiras, mas elas continuaram legalmente como carreiras de nível médio. Com a mudança no nível, as carreiras poderão reivindicar melhorias nas suas atribuições, equiparação com salários de cargos equivalentes e a ocupação de cargos de comando da Polícia Civil do DF.
O texto aprovado foi elaborado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, com uma emenda da deputada Erika Kokay (PT-DF) para renomear o termo "agente de polícia", previsto na proposta do Executivo, para "agente de polícia de custódia", como está na lei atual. “Estamos falando de uma das polícias mais bem preparadas do Brasil. O curso superior é considerado no ingresso, mas não nas estruturas, essa é a diferença”, disse a deputada.
O relator da proposta, deputado Laerte Bessa (PR-DF), disse que o principal efeito será o resgate da auto-estima das carreiras do DF, que embora sejam completamente preenchidas por servidores com nível superior, não têm esse reconhecimento, nem as mesmas prerrogativas. "E também deve ser a âncora para que os estados passem a considerar as carreiras da mesma forma, porque lá essa seria uma lei estadual", disse.
Histórico
Os policiais do DF passaram a cobrar com mais intensidade o reconhecimento do nível superior para as categorias durante a tramitação da Medida Provisória 650/14, que garantiu o curso superior para determinados cargos da Polícia Federal.
PMDB e PR chegaram a apoiar uma emenda para garantir o nível superior aos policiais civis do DF durante a votação da MP, mas a proposta foi rejeitada.
Tramitação
O projeto tramita em regime de prioridade, e por isso será analisada em Plenário. 

Íntegra da proposta:

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Patricia Roedel

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

SINDASP-MG inaugura nova sede

 O SINDASP-MG somou mais uma conquista na manhã de hoje (15). Muita disposição e boa conversa marcaram o evento de inauguração da nova sede do sindicato. Patrimônio adquirido com suor e trabalho, o imóvel possui nove salas para otimizar o trabalho da equipe e melhor atender os filiados, onde funcionarão os seguintes departamentos: diretoria executiva, presidência, atendimento, informações, jurídico, comunicação e financeiro, além de contar com uma ampla recepção e sala de reuniões. A nova sede também oferece um ambiente de hospedagem, com capacidade para quatro pessoas, destinada aos servidores de unidades mais distantes que tiverem que pernoitar na capital. O local ainda será ampliado para acomodar um maior número de pessoas. O evento contou com a presença da diretoria executiva e estadual do sindicato, membros da categoria, inclusive vindos dos municípios de Unaí, Teófilo Otoni e Juiz de Fora, diretores de penitenciárias e autoridades como o Deputado Federal, Ademir Camilo, a Delegada da Polícia Civil, Cristiane Lima, o Chefe de Gabinete da SUAPI, Samuel Marcelino, além dos representantes do Deputado Sargento Rodrigues, seu Assessor Gilberto, e o representante do Deputado Márcio Santiago, seu Chefe de Gabinete Jarderson do Carmo.
 Em seu discurso, o Presidente do SINDASP-MG, Adeilton Rocha, relembrou a trajetória do sindicato, suas lutas e conquistas: “No inicio de tudo, fomos acolhidos pelo Sindpúblicos, por falta de estrutura. Somos imensamente agradecidos por esta oportunidade, pois foi a partir daí, por meio da nossa luta diária e da colaboração de todos, que conseguimos autonomia e fortalecimento para chegarmos a esta conquista hoje”, comemorou. Adeilton esclareceu também que o SINDASP-MG representa, com legitimidade, a todos os servidores do Sistema Prisional.
 Na ocasião, o Deputado Ademir Camilo também se pronunciou demonstrando apoio ao sindicato e disse estar sempre disponível a ajudar e atender as lutas da categoria. Diretores de unidades e agentes também se pronunciaram a fim de agradecer a oportunidade e ao trabalho que tem sido realizado pela categoria correspondendo ao apoio e deixando bem claro a necessidade de união da classe.

 Com esta nova conquista, o SINDASP-MG continuará trabalhando pela categoria com a mesma perseverança, lealdade e determinação, porém com uma nova estrutura física e novas ferramentas para melhor atender aos filiados. O sindicato agradece a presença de todos e está de portas abertas. Venha nos fazer uma visita: Rua Além Paraíba, 546, Lagoinha.

Fonte: http://sindaspmg.org.br/index.php?pag=noti&id=224

quarta-feira, 13 de maio de 2015

CIESP/JF escolta pais suspeitos de matar a própria filha de dois anos

Mãe e padrasto são suspeitos e foram detidos no velório da criança.
Eles confessaram agressão anterior em depoimento nesta quarta-feira (13).

Padastro suspeito morte Luana Juiz de Fora.jpg (Foto: Roberta Oliveira/ G1) 
Após depoimento, suspeito retornou ao Ceresp
(Foto: Roberta Oliveira/G1)
A menina Luana Silva Rocha, de dois anos, que foi agredida a chutes, apanhou em condições semelhantes dias antes de morrer em Juiz de Fora. A informação é do delegado de Homicídios, Rodrigo Rolli, que nesta quarta-feira (13), ao ouvir novamente a mãe e o padrasto da criança, suspeitos do crime, confirmou as agressões apontadas no laudo de necropsia.
O documento havia apontado que a criança morreu após ser agredida com pontapés. A mãe, de 25 anos, e o padrasto, de 27, confessaram as agressões em depoimento no dia 7 de maio, quando foram presos durante o velório.
Segundo Rolli, o laudo de necropsia foi reavaliado. "Vimos uma lesão antiga no rosto, uma escoriação com escamação, que demostra que havia um ferimento há mais de cinco dias. Ao indagarmos a mãe e o padrasto, foi confessado que uma semana antes do homicídio ele havia batido na criança, demonstrando que havia maus tratos anteriores à morte. A tragédia já estava anunciada”, ressaltou.
O pai biológico da menina, de 27 anos, também era aguardado para prestar depoimento, mas ele não foi localizado. “Segundo informações, ele moraria no Bairro Nossa Senhora das Graças, mas, no endereço indicado, ele não foi encontrado, somente familiares. Ele seria um andarilho, uma pessoa que trabalha com recicláveis e não teria residência fixa. Nós estamos tentando achá-lo ainda", explicou.

Mesmo sem o depoimento do pai biológico, o delegado explicou que tem elementos para encerrar o caso. "Falta fazer o relatório nesta tarde e irei remetê-lo nesta quinta-feira (14) ao poder judiciário para que a prisão em flagrante seja transformada em prisão preventiva. Eles vão responder por homicídio triplamente qualificado e também por maus tratos e lesão corporal", comentou.
A possibilidade de solicitar exame de sanidade mental do casal foi descartada pelo delegado. “Ambos falaram que nunca tiveram qualquer tipo de problema ou transtorno psicológico. Perguntados mais uma vez se eles haviam feito uso de drogas e bebidas, os dois negaram, falaram que foi uma discussão momentânea sem qualquer influência de drogas ou de álcool. Se o judiciário ou Ministério Público achar por bem requerer o exame de sanidade fica a cargo deles", explicou.
Após os depoimentos, o padrasto retornou para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), e a mãe para a Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.
Irmã da vítima
O paradeiro da irmã de Luana, uma menina nascida no dia 1º de março, foi oficialmente comunicado à Delegacia de Homicídios nesta quarta-feira. "A criança está com a irmã do padrasto em Simão Pereira, em guarda provisória. Na época do nascimento, a mãe permaneceu em coma e o hospital foi diligente no sentido de não entregá-la ao pai e procurar a Vara de Infância que determinou a entrega aos tios”, afirmou o delegado.
Sobre a menina, o comissário de Menores, Maurício Alvim, explicou que o processo de guarda ainda está em andamento. "O pai sabia onde estava a criança. A Vara de Infância achou melhor que a criança ficasse com alguém da família, como a tia, porque achou que o pai não tinha condição de cuidar da criança sozinho. Não foi por denúncia de maus tratos, mas por cautela", destacou.
Depoimentos
A mãe falou por cerca de 35 minutos e o padrasto foi ouvido por 25 minutos na Delegacia de Homicídios. Sobre o motivo de estarem com a criança, a mãe disse que a decisão foi dos tios que tomavam conta dela. “Ela falou de novo que os próprios tios ficaram com receio de manter a criança sob a guarda deles sem qualquer autorização judicial. Ela tomou conta, mas não demonstrou qualquer emoção com relação a isso”, ressaltou o delegado.
Na semana passada, em entrevista ao MGTV, o tio, Jorge Vinícius Gabriel, afirmou que havia solicitado a guarda da menina. "A gente procurou o Conselho Tutelar para ter a guarda, só que a mãe nunca assinou nenhum papel para a gente, não quis passar a guarda", comentou. No entanto, o Conselho Tutelar negou a informação e disse que não há registro de atendimentos à família.
Delegado de Homicídios de Juiz de Fora Rodrigo Rolli (Foto: Roberta Oliveira) 
Delegado descartou pedir laudo de insanidade de
casal (Foto: Roberta Oliveira/G1)
Sobre a autoria do crime, há divergências. O delegado explicou que a mãe alega que apenas o padrasto agrediu a criança. “Ele mantém a versão de que o casal estava em briga constante e que, em um momento de surto, ele agrediu a mãe, atingindo a criança. O que nos espanta é uma agressão, com tantos chutes na cabeça de uma criança, ter sido em razão de uma discussão com a mãe”, analisou o delegado.
Rodrigo Rolli reforçou que o comportamento da mãe mostrou que ela teve responsabilidade na morte da criança. "Ela alegou ter medo do companheiro. No entanto, os próprios familiares, nos depoimentos no dia do flagrante, afirmaram que ela estava tranquila, sem qualquer demonstração de medo ou temor por parte do suspeito. Ela foi indagada por familiares longe dele e permaneceu tranquila, sem qualquer exaltação, em uma frieza total. Isso nos levou à ratificação da prisão dela também, porque ela teve momento para poder falar sobre os fatos, no entanto, ela não se manifestou, o que nos leva a crer na participação dela no crime”, afirmou o delegado.
Lembre o caso
O inquérito foi aberto no dia 7 de maio, após o crime ser descoberto no Instituto Médico Legal (IML). A médica legista suspeitou de marcas de violência no corpo da criança e acionou os investigadores. "Ao verificar o corpo da criança a olho nu verificamos alguns hematomas que não eram condizentes com a 'causa mortis' que a mãe havia informado", disse o inspetor da polícia, Anderson Salvador.
O padastro e a mãe teriam espancado a criança durante a noite desta quarta-feira (6). Inicialmente, os suspeitos disseram que a menina teria sofrido uma queda. Depois, questionados pelo delegado, afirmaram se tratar de atropelamento. "Aqui na delegacia começaram a confessar o crime. Houve uma discussão inicial entre o casal e a mãe foi advertir a criança dando tapas. Depois o homem, não satisfeito, começou a chutar a criança de uma forma violenta. A criança ficou completamente desfigurada. Ela foi levada até o Pronto Atendimento Infantil (PAI), onde já chegou sem vida", descreveu o delegado Rodrigo Rolli.
Durante as apurações, o delegado ressaltou que o padrasto tem um histórico de envolvimento em episódios de violência. De acordo com informações repassadas pela assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o padrasto de 27 anos teve duas passagens no Ceresp, entre os dias 13 de fevereiro e 2 de março de 2010 e entre os dias 28 de janeiro e 5 de abril de 2011. Nos dois casos, saiu por cumprimento de alvará de soltura.


Em júri no Rio, Beira-Mar diz que não ordenou mortes na rebelião em 2002

Testemunha, ex-rival poupado de morrer disse depor para 'pagar dívida'.
Júri com grande esquema de segurança teve tumulto na entrada.

Marcelo Elizardo Do G1 Rio
Traficante Fernandinho Beira-Mar dentro do tribunal (Foto: Erbs Jr. / Frame / Estadão Conteúdo) 
Traficante Fernandinho Beira-Mar dentro do tribunal (Foto: Erbs Jr. / Frame / Estadão Conteúdo)
Acusado de ter liderado uma guerra de facções, em 2002, dentro do presídio de segurança máxima Bangu I, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, disse durante julgamento no Fórum do Rio, nesta quarta-feira (13), que é inocente neste processo. O réu afirmou que não ordenou as quatro mortes de traficantes rivais, ocorridas durante a rebelião.
“Eu cometi vários crimes. Nesse, eu sou inocente”, afirmou.
“Eu cometi vários crimes. Nesse, eu sou inocente”
Fernandinho Beira-Mar, traficante
Segundo a acusação, Beira-Mar teria conseguido abrir caminho dentro do presídio para invadir a ala. O réu negou e disse que ouviu a confusão de longe e foi chamado depois pelos agentes penitenciários para "negociar" a paz dentro da cadeia, por ser considerado "tranquilo".
Ainda segundo Beira-Mar, ele ficava na ala A, junto com uma facção que também era distribuída pela ala C, de onde teria partido o ataque executado por 20 criminosos. Os quatro mortos, incluindo o traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, eram da segunda quadrilha, situada na ala D.
"O problema era entre as galerias C e D. Ouvimos tiros e pensamos que era fuga. Sabíamos que tinham tomado a cadeia. Nisso, todos correram. Só entrei na galeria depois do fato. Os inspetores chegaram a me pedir ajuda porque sabiam que eu era um cara tranquilo. Nem cheguei a entrar e o Celsinho [da Vila Vintém] já estava saindo [da galeria]", contou.
Fernandinho Beira-Mar chega de helicóptero ao fórum (Foto: SEVERINO SILVA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO)Beira-Mar chegou de helicóptero ao fórum (Foto: SEVERINO SILVA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO)
 
Testemunha é ex-rival
Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho, então traficante de uma facção dissidente à de Beira-Mar, foi interrogado como testemunha de defesa, antes de o réu ser chamado. Ao júri, disse que tentou se proteger do ataque dos presos e que o Beira-Mar não estava junto. Ao ser encontrado, ouviu de traficantes rivais que não seria assassinado.
Segurança máxima é brincadeira, né?"
Celsinho da
Vila Vintém,
sobre Bangu 1
“Vim aqui, como testemunha dele, para pagar a dívida, por terem me deixado vivo”, disse, sob olhar e sinais de concordância de Beira-Mar.
Celsinho ironizou a qualidade da penitenciária durante uma das perguntas, em que foi citado o "presídio de segurança máxima" de Bangu 1. Antes de responder à questão, debochou: "Segurança máxima é brincadeira, né?”, afirmou, provocando risos.
Traficante 'autônomo'
Beira-Mar, que sempre foi apontado como líder da facção que comandou a rebelião, afirmou ao júri não pertencer a facção alguma. No depoimento, disse que era "autônomo" e que vendia drogas para várias quadrilhas, inclusive para a que foi atacada.
Já condenado a cerca de 200 anos de prisão por crimes diversos, o traficante voltou ao banco dos réus nesta quarta para enfrentar o júri popular composto por cinco mulheres e dois homens. 
A sessão começou com mais de duas horas de atraso, às 15h20, devido à ausência de uma das testemunhas de defesa, que acabou dispensada. Outras oito testemunhas, todas de acusação, foram dispensadas pelo Ministério Público.

domingo, 10 de maio de 2015

"Uma vergonha", diz Serafim indignado com a exoneração do diretor do presídio em Cataguases

Alan Neves recebeu, em março, do vereador Maurício Rufino, Moção de Congratulações pelos relevantes serviços prestados
No final da manhã dessa sexta-feira, 8 de maio, veio a público a exoneração do então diretor do Presídio de Cataguases, Alan Neves Ladeira Resende, que a partir da próxima segunda-feira, 10, não responderá mais por aquela unidade prisional. O ato de sua exoneração foi publicado no "Minas Gerais", jornal oficial do Estado, em 8 de maio. Alan, que entrou no sistema prisional após ser aprovado em concurso público há doze anos, foi promovido a diretor há sete e tem uma vasta experiência no setor. Ele, agora, vai trabalhar no presídio em Leopoldina na sua função de origem. Em seu lugar assume a direção do presídio na cidade, Manoel Luiz Mathias Júnior.

imageO vereador Serafim Spíndola veio a público se manifestar - indignado - sobre a exoneração de Alan da direção do presídio. Ex-delegado de carreira e profundo conhecedor do sistema prisional, Serafim criticou duramente a saída daquele diretor, bem como a forma como ela aconteceu. "Uma vergonha essa exoneração. Perdemos, um dos melhores profissionais do sistema prisional de Minas Gerais!", afirmou enfático para continuar em seguida: " Pior ainda é o nosso prefeito não ter feito nada para ele continuar conosco. Se fez ninguém deu ouvido para ele. Porque a quantidade de voto que o atual governador teve aqui em Cataguases e o apoio que recebeu do Cesinha, ele tinha, no mínimo, que conversar antes com o prefeito para ver se não ia desagradar quem lhe deu tantos votos. Mas, não duvido nada que Cesinha tenha sido o último a saber dessa exoneração", opinou. E completou de forma irônica: "Pelo menos agora, o Cesinha não vai poder dizer que o governador não fez nada por Cataguases".

Na cidade, Alan Neves ficou exatos vinte e cinco meses à frente do Presídio, período em que praticamente mudou o perfil daquela unidade, com várias realizações de destaque. Ele conversou com a reportagem do Site do Marcelo Lopes na tarde dessa sexta-feira, 8, quando disse ter recebido a notícia "com tranquilidade e respeito aos meus superiores" e negou tenha sido surpreendido. "Não foi surpresa, até porque com a posse do novo governador é natural que ele promova mudanças, e elas começaram a acontecer há algum tempo. Fui, inclusive, avisado no começo do mês passado (abril), que não ficaria mais no presídio daqui", revelou com tranquilidade.

imagePara se ter uma ideia da dimensão do trabalho de Alan Neves à frente do presídio em Cataguases, quando ele assumiu o cargo haviam 243 detentos, e há três meses este número se mantém em 197. A redução se deve ao trabalho que buscou identificar quais tinham direito à progressão de pena e outros benefícios legais. Neste sentido, suas ações sempre receberam apoio integral do poder judiciário atráves da juíza da Vara Criminal, conta. Paralelamente, informa Alan, o presidio saltou "de 67 para 100 funcionários e ganhamos uma viatura ambulância" (foto ao lado), relata. Sua gestão também será lembrada pela construção de uma sala para os advogados no presídio e a criação de uma cela especial para menores de idade. 

imageAlém disso, Alan Neves implementou uma parceria com a Escola Estadual Marieta Soares Teixeira (Polivalente) para ministrar aulas aos detentos. Graças a isso, um dos presos daquela unidade concluiu o ensino médio e este ano foi aprovado no vestibular para Engenharia de Produção, nas Faculdades Integradas de Cataguases. Ainda no setor educacional criou junto com os professores um projeto literário que culminou na publicação, em 2013, do livro "Poetas da Liberdade" (foto ao lado), com poemas escritos pelos detentos. O mesmo projeto, foi revigorado em 2014 e agora ganha uma segunda edição, com 2 mil exemplares para ser distribuído nas escolas da Zona da Mata. A mais recente conquista de Alan, porém, ainda não está concretizada. Ele conseguiu junto à direção da empresa Cataguases de Papel uma parceria que vai dar trabalho para quinze detentos. "Só falta assinar os documentos, o que será feito pelo meu sucessor nos próximos dias", completou com um sorriso no rosto.