segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Presos libertam reféns e encerram rebelião em penitenciária de Maringá

Rebelião na Penitenciária Estadual de Maringá durou 17 horas (Foto: Erick Gimenes/G1)
Rebelião na Penitenciária Estadual de Maringá durou 17 horas


Motim chegou ao fim por volta das 10h30 desta segunda-feira (20).
Rebelião teve início no domingo (19); dois agentes eram mantidos reféns.

Após 17 horas, a Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) anunciou o fim da rebelião na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), no norte do Paraná. O motim começou na tarde de domingo (19) e terminou por volta das 10h30 desta segunda-feira (20). Os dois agentes penitenciários que eram mantidos reféns foram liberados, de acordo com a Polícia Militar (PM). Eles receberam atendimento médico no local, mas não estão feridos, ainda conforme a polícia.
O diretor da PEM, Vaine Gomes, informou que outros dois agentes que estiveram no local no início do motim tiveram ferimentos leves. Gomes disse ainda que os presos reivindicavam as transferências para outras unidades. "Alguns são daqui de Maringá mas não queriam ficar na cidade, e solicitaram suas transferências para outras unidades. Reivindicavam também algumas questões jurídicas para progressão de benefício", explicou.
Ainda conforme o diretor da penitenciária, as primeiras informações são que quatro celas ficaram danificadas; A direção irá apurar se houve falha no sistema de segurança.
De acordo com a Seju, 20 presos serão transferidos, sendo 8 para a Região Metropolitana de Curitiba, 8 para Londrina e mais 4 para Foz do Iguaçu.
A secretaria informou que a confusão começou com um motim de sete presos, mas se estendeu ao longo das horas e outras celas do presídio foram abertas. A Seju informou que 57 presos ficaram rebelados.

Fonte: G1

Carro de agente penitenciária explode e pega fogo em frente a presídio no RN

Fato aconteceu na madrugada desta segunda-feira (20) em Parnamirim.
Segundo sistema penitenciário, polícia investiga possibilidade de atentado.


Fiat Uno ficou completamente destruído; perícia técnica deve apontar causa da explosão (Foto: Marksuel Figueiredo/Inter TV Cabugi)
Fiat Uno ficou completamente destruído; perícia técnica deve apontar causa da explosão


O carro de uma agente penitenciária pegou fogo na madrugada desta segunda-feira (20) em frente ao Centro de Detenção Provisória Feminino de Parnamirim, na Grande Natal. Segundo Dinorá Simas, diretora da Coordenação de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte, testemunhas relataram ter escutado uma explosão do lado de fora da unidade. A polícia investiga a possibilidade de atentado.
Ainda de acordo com Dinorá, a explosão aconteceu enquanto a agente estava de serviço no CDP. "Os agentes relataram ter escutado a explosão, e quando saíram o carro já estava em chamas. Ninguém com atitude suspeita foi visto na região. Ainda não se pode falar em atentado, mas o caso está sendo investigado", ressalta.
A diretora acrescenta que uma equipe do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) foi ao local para fazer uma perícia no veículo, um Fiat Uno. "Somente após o resultado da perícia é que poderemos entender o que aconteceu. Pode ter sido alguma falha do próprio veículo. Mas, se realmente foi um atentado, precisamos identificar os responsáveis", observou.

Fonte: G1

sábado, 18 de outubro de 2014

Presídio de Cataguases realiza terceiro campeonato interno de Futsal


DG Alan (Presídio de Cataguases)

O Presídio de Cataguases realizou nesta última semana o terceiro campeonato de futsal entre os acautelados. Oito equipes participaram jogando entre si somando pontos para chegarem à final que aconteceu na quinta-feira, 16. A equipe vencedora ganhou troféu e um kit de cinco cestas básicas que serão posteriormente encaminhadas às famílias dos reeducandos campeões no futsal. A informação foi prestada pelo diretor daquela unidade prisional, Alan Neves Ladeira Resende, que organizou o torneio esportivo.

Além do time campeão, ganhou um kit de cesta básica o artilheiro da competição, que marcou doze gols; o goleiro menos vazado, que sofreu apenas quatro gols e o jogador mais disciplinado. Quem também foi premiado com o mesmo kit, conforme revelou Alan Neves, foi o árbitro das partidas, também reeducando, "por sua tarefa árdua", conforme definiu o diretor do presídio.

Durante a premiação, o empresário Adalberto Chiconelli, que representa uma construtora de Juiz de Fora, que mantém obras em Cataguases, revelou a intenção de formalizar uma parceria com aquele presídio no sentido de empregar alguns acautelados, mediante indicação, e que estejam aguardando apenas esta oportunidade para conquistarem a progressão da pena (trabalhar de dia e dormir no presídio).
Alan Neves agradeceu a iniciativa de Adalberto salientando que ações como esta "contribuem significativamente para a ressocialização do preso e que mais empresários deveriam adotar este mesmo procedimento".  O diretor do presídio também ressaltou a importância do esporte coletivo entre os detentos. "Ações como este campeonato tem o objetivo estratégico de auxiliar na disciplina e contribuir para minimizar o desgaste natural provocado pelo convívio diário, contribuindo na ressocialização dos envolvidos", contou Alan satisfeito com a realização do campeonato.

Horário de verão começa hoje à meia-noite



 A 39ª edição do horário de verão terá duração de 126 dias e terminará no dia 22 de fevereiro. À 0h (meia-noite) de sábado para domingo, os moradores de dez estados, além do Distrito Federal, terão que adiantar os relógios em uma hora.

Agentes do Maranhão vão ao Rio aprender sobre o sistema penitenciário

Imagem Google
O Alto Comando da Polícia Militar do Maranhão estará no Rio, durante os dias 16 e 17 de outubro, para visitar o sistema penitenciário da cidade. O Comando solicitou ajuda da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) devido aos problemas vivenciados nas unidades prisionais do Maranhão.
Por ser pioneira no desenvolvimento de técnicas de combate em ambiente confinado, gerenciamento de crises e tecnologias de segurança, a Seap vem sendo solicitada para repassar os conhecimentos na área. A visita do comandante de Policiamento Especializado (CPE) do Maranhão, coronel Ivaldo Alves da Barbosa, tem o objetivo de disponibilizar informações e procedimentos, como por exemplo, adquirir conhecimentos, conhecer os presídios de segurança máxima, a estrutura e a rotina da Seap, bem como visitar a Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário, a Corregedoria, o Núcleo de Credenciamento de Visitantes, a Escola de Gestão Penitenciária e os Grupamentos de Intervenção Tática, Operações com Cães, Serviço de Escolta e Segurança Externa.
- Para nós é um motivo de orgulho e satisfação quando o representante de um Estado procura nossa Secretaria com a intenção de adquirir algum conhecimento. Esse reconhecimento de profissionais que atuam nessa área vem através de um trabalho que iniciou em 2007 e hoje estamos colhendo os frutos. A Seap entende que pode auxiliar um Estado que hoje esteja atravessando um momento extremamente difícil nessa área - afirmou o secretário, Cel. PM Cesar Rubens Monteiro de Carvalho.
Além disso, o Secretário de Estado de Administração Penitenciária, Cel. Pm Cesar Rubens Monteiro de Carvalho, fará uma apresentação em seu gabinete para demonstrar as práticas bem sucedidas em uma pasta que possui o terceiro maior efetivo carcerário do país e é ausente de rebeliões desde 2006.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O TEXTO DA LEI ORGÂNICA QUE ESTA NA ALMG ASSASSINA NOSSOS DIREITOS


Para conhecimento dos Servidores da SEDS:
Informo oportunamente certas objeções pontuais sobre a Lei Orgânica/SUAPI modificada pela SEPLAG, que sinceramente, da forma que está não nos contempla e simplesmente significa um RETROCESSO para nossa classe!!!
A SEPLAG retirou nossa Aposentadoria Especial;
Quanto ao eventual Auxílio Invalidez proposto carece de definição e clareza no processamento do meio de amparo e qual órgão, autoridade será o responsável pela formatação - decisão.
Quanto ao plano de carreira proposto, o que se demonstra é um texto tímido, que carece de definição relativo a requisitos objetivos e subjetivos para se galgar os cargos, sem o QI político.
Outro ponto divergente no atual texto, a inexiste a Superintendência de Inteligência Prisional e igualmente, a inexistência da figura do Supervisor Penal ou Supervisor de Administração Prisional.
Quanto ao regime disciplinar, não existe o efeito suspensivo e devolutivo no grau de Recurso Hierárquico e pior, incluíram uma nova modalidade de sanção, ou seja, duas suspensões de 60 dias cada ensejara à demissão automática do Agente Penitenciário, o que repudiamos, haja vista a injustiça, pontos obscuros e o possível dano, que tal ato perverso poderá acarretar!!!!
Ademais, retornando a questão de nossa carreira, que deve ser melhor valorizada, o tempo de Progressão e Promoção deve ser diminuído e claramente definido no texto da LO/SUAPI!
Outras lacunas, que carecem de inclusão na LO/SUAPI tratam-se da carreira de Auditores da qualidade da SEDS, bem como a inclusão efetivação do MEAF na grade do Curso de Formação Técnico profissional dos ASPENS;
Por tudo isso, entendo que não se deve ter pressa, minha posição é de que essa mensagem seja apreciada pela nova SEPLAG do próximo Governo, juntamente com o Deputado Márcio Machado, sua assessoria técnica, Diretores do SINDASP/MG, servidores de todas as áreas da SUAPI/SULOG/SEDS, a fim de remodelar, corrigir, incluir direitos, garantias e assim, ser apresentado uma Lei Orgânica à altura de nossas maiores aspirações, pois o atual prospecto, "em tese" ceifado pela SEPLAG é falho, oco, retira direitos e, certamente prejudicará nossa classe.
Oportuno frisar, da forma que está, entendo que não dá para emendar a atual LO/SUAPI, haja vista as percas e as complicações no texto, o tornou nocivo, para toda uma classe!
Por fim saliento, que o trabalho apresentado pela Comissão técnica, que deve ser melhor divulgado, não fora acatado pela SEPLAG, que modificou por 7 vezes o texto da LO/SUAPI, desconsiderando parcialmente, o trabalho apresentado, o que entendo como falta de respeito, para com nossa classe.

CRÉDITOS: RODRIGO PRAXEDES

‘Irmão Metralha’ é preso no Aeroporto com pistola 9mm

Arma e munições foram apreendidas durante a ação
Um dos três “Irmãos Metralha”, Alexandre Marcos Pereira Monteiro, 44 anos, o Nanim, teve sua prisão domiciliar revogada pela Justiça e foi preso na manhã desta quinta-feira (16) durante ação da Polícia Civil no Bairro Aeroporto, na Cidade Alta, em Juiz de Fora. Ele foi capturado mediante mandado de prisão preventiva expedido pelo novo juiz da Vara de Execuções Criminais, Daniel Réche Motta, e ainda foi flagrado com uma pistola Glock, de uso exclusivo das forças armadas e policiais, além de 27 munições calibre 9mm.
“Ele é um dos integrantes da quadrilha dos ‘Irmãos Metralha’, conhecido como Nanim. Já tinha uma condenação de 12 anos por tentativa de homicídio contra policiais militares, lá no Bairro São Benedito (Zona Leste), e estava cumprindo a pena em regime domiciliar. No final da tarde de ontem (quarta-feira), o Doutor Daniel decretou a prisão preventiva dele. Nós já estávamos sabendo da notícia, aguardando a decretação dessa prisão e monitorando o paradeiro dele. Nessa madrugada, conseguimos localizá-lo, e ele foi preso na residência dele, no Bairro Aeroporto. Lá foi encontrada uma pistola Glock, com munições”, explicou a delegada regional, Sheila Oliveira.  Após a prisão, Nanim foi conduzido para a Delegacia Especializada de Homicídios, no Bairro de Lourdes, onde estava acompanhado de um advogado e depois ele foi encaminhado para o Ceresp.
A Tribuna já havia publicado que cerca de cem prisões domiciliares, das 800 concedidas nos últimos anos pelo juiz Amaury de Lima e Souza, foram revogadas pelo novo titular da Vara de Execuções Criminais. O magistrado assumiu a vara em 26 de junho após Amaury ser preso em investigação da Polícia Federal sob suspeita de vender sentenças para beneficiar traficantes. Na ocasião, Daniel Réche explicou que as decisões foram motivadas por situações nas quais o beneficiado pela domiciliar cometeu algum delito durante o cumprimento da medida, ou em que a concessão do benefício foi considerada inadequada.
Ao lado dos irmãos, Nanim já foi apontado pela Polícia Federal como um dos principais traficantes da cidade. No final de 2008, o órgão batizou uma manobra conjunta com a Polícia Militar de “Operação Metralha” e prendeu cerca de 15 pessoas, incluindo o trio de irmãos e parentes deles, mas a maioria conseguiu deixar as unidades prisionais mediante decisões judiciais. Na época, o grupo, com base no São Benedito, já demonstrava seu poderio econômico. Enquanto os líderes viviam em residências confortáveis, em áreas nobres, a polícia descobriu um laboratório de refino de cocaína no bairro sede, onde foi encontrada uma metralhadora municiada, e apreendeu mais de 20kg de drogas e R$ 80 mil em dinheiro.

Por: Sandra Zanella

Em força-tarefa, polícias capturam 11 suspeitos, 5 envolvidos no crime da Uaps

Uma força-tarefa integrada pelas polícias Civil e Militar resultou, na manhã desta quinta-feira (16), na captura dos cinco suspeitos de envolvimento na execução de Maxwell Ferreira Guedes, 25 anos, no dia 1º, dentro da Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Santa Rita, Zona Leste de Juiz de Fora. Os dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e um jovem, 23, que teriam efetuado os disparos que resultaram nas 18 perfurações sofridas pela vítima, além de uma mulher, 20, e um homem, idade não informada, que teriam participação indireta, foram detidos mediante mandados de prisão expedidos pela Justiça. A investida policial na Zona Leste ainda contou com a apreensão de outro adolescente e a prisão de mais cinco adultos que, conforme as investigações, estariam relacionados a outros dois assassinatos de jovens ocorridos nos meses de julho e agosto na mesma região. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Rodrigo Rolli, depois da primeira morte, pessoas ligadas à vítima vingaram o crime com mais um homicídio, que novamente foi revidado com a execução pública de Maxwell, na frente de mais de 50 pessoas.


Rolli lembrou que nesta semana morreu Flávio Otoni Rodrigues, 50, que não tinha qualquer ligação com os envolvidos no crime, mas foi atingido por um tiro no tórax enquanto aguardava atendimento na Uaps, ao lado do alvo dos criminosos. Desde o episódio, ele ficou internado em estado grave no CTI do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, mas não resistiu, e seu óbito foi constatado na manhã de terça-feira. “Infelizmente morreu também um inocente, que nada tem a ver com o fato, e isso nós não vamos permitir.” Na manobra, as polícias ainda cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e apreenderam um revólver com munições, porções de crack e materiais usados na embalagem de entorpecentes. “Sabemos que esses homicídios têm como pano de fundo o tráfico de drogas, tanto que apreendemos esses materiais”, observou o delegado.
Também à frente da operação, o comandante da 70ª Companhia da PM, capitão Marcelo Alves, disse que 15 militares em cinco viaturas atuaram. “Trabalhamos de forma integrada e conjunta para identificar esses alvos e retirá-los de circulação. Queremos que Juiz de Fora seja uma cidade mais tranquila.” Para Rolli, a expectativa é também de que os crimes diminuam na região. “Conseguimos reunir os principais alvos, principalmente os relacionados ao crime na Uaps do Santa Rita, que veio como resposta a outros homicídios. Nosso objetivo foi dar um basta aos homicídios nesta região, por isso pegamos integrantes das duas facções.” Ele reforçou o fato de os 11 detidos na operação serem suspeitos de três assassinatos interligados. “O caso da Uaps está totalmente apurado, mas ainda vamos continuar trabalhando para prender envolvidos nos outros dois crimes.”
O capitão Marcelo Alves reiterou que a força-tarefa integrada de resposta imediata a homicídios vai permanecer em ação. “Essa força-tarefa vai atuar para dar uma resposta rápida e imediata. Vamos continuar com essas operações para retirar de circulação o infrator, que, infelizmente, tem sensação de impunidade.”
O delegado falou da importância do apoio do Ministério Público e Poder Judiciário e afirmou que a “polícia não trabalha sem ajuda da sociedade”. “Tinha 50 pessoas na Uaps, mas ninguém quis depor, porque todos temem. Mas temos ferramentas importantes de denúncias anônimas, como o 181 (Disque-Denúncia Unificado- DDU).” Qualquer informação que possa contribuir para as investigações também pode ser repassada anonimamente pelos telefones da Delegacia de Homicídios 3235-6521 e 3235-6478.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

É UMA ALEGRIA INCONTIDA RECEBER OS COLEGAS JUSCELINO MAKTUBE E MAXIMIANO NA MINHA RESIDÊNCIA PARA DISCUTIRMOS IDEIAS EM PROL DE UM SISTEMA PRISIONAL MORALIZADO

Roteiro:
Às 9h na AASPESEN-MG;
ÀS 10h estaremos deslocando para a cidade de Francisco Sá; e
As 13h estaremos em Montes Claros.


Presos rebelados de Guarapuava libertam mais um agente penitenciário


 

Três agentes já foram liberados; outros 10 continuam reféns dos rebelados.
Motim, que começou na segunda-feira (13), dura mais de 30 horas.

 

Mais um agente penitenciário foi liberado na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central do Paraná, por volta das 17h30 desta terça-feira (14). A informação foi confirmada pela Polícia Militar e pelo Sindicato Dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).  Este é o terceiro agente liberado desde o início da rebelião, na manhã de segunda-feira (13). Um agente foi liberado ainda na segunda-feira, após ser queimado com cola, e outro foi liberado por volta do meio-dia desta terça-feira, em troca de comida para os presos. Dez agentes penitenciários continuam reféns dos rebelados, além de detentos.

Segundo o porta-voz da Polícia Militar, o tenente Fábio Zarpellon, o agente liberado no fim da tarde desta terça foi vítima de agressões no telhado da penitenciária. "Felizmente foi uma parte meio de simulação por parte dos rebelados, como se estivessem matando alguém. E isso foi uma preocupação muito grande por parte da PM", afirmou o tenente.
O agente liberado apresentava escoriações e foi encaminhado para um hospital, segundo a PM.
As agressões fizeram com que se aumentasse a tensão das negociações, de acordo com Zarpellon. "Nós tivemos agora no final da tarde um ponto de pressão, uma situação bem complicada, bem desgastante, em que o nível de estresse chegou a um nível não aceitável", disse. Após a liberação do agente, porém, as negociações foram retomadas de forma mais tranquila, ainda conforme a PM.
Conforme a Polícia Militar, a primeira libertação ocorrida nesta terça-feira foi feita em troca de comida para os presos. Segundo a PM e o Sindarspen, ele foi levado para o hospital, mas não aparentava ter ferimentos.

Reivindicações
Segundo Zarpellon, os presos pedem melhorias nas condições da PIG, a troca da direção da penitenciária, e progressão de regime de alguns presos para o semi-aberto. "Das reivindicações que eles fizeram no início da manhã, estão sendo verificadas aquelas possíveis de ser atendidas junto com todas autoridades que estão envolvidas. À medida do possível que isso venha a acontecer, os presos serão comunicados", afirmou o tenente.

 
A rebelião na PIG
O motim começou próximo às 11h30, quando havia um transporte de presos para um canteiro de trabalho. Treze agentes penitenciários foram rendidos no momento, além de dezenas de presos. Poucas horas depois, um dos reféns foi liberado e hospitalizado após presos terem jogado cola no corpo do agente. No fim da tarde de segunda, cinco detentos também ficaram feridos e foram encaminhados para hospitais da cidade. De acordo com o Samu, quatro deles tiveram ferimentos leves, enquanto um teve traumatismo craniano moderado.
A penitenciária abriga 240 detentos e trabalha com um modelo em que os presos podem estudar e trabalhar no local. Esta é a primeira rebelião na PIG, que foi inaugurada há 15 anos. Conforme a vice-presidente do Sindarspen, a unidade já foi exemplo de penitenciária para o país. "Na PIG, só entravam presos que gostariam de se ressocializar. Existia uma seleção para isso. Hoje, não existem mais critérios. Entram presos perigosos, que participaram de outras rebeliões, e que conseguem disseminar a revolta entre os outros detentos quando algo não os deixam satisfeitos lá dentro", alega.
De acordo com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) do Paraná, dez presos que participaram da rebelião em Cascavel, em agosto, que resultou na morte de cinco detentos, foram transferidos para a Penitenciária Industrial de Guarapuava. A Seju não soube informar se, entre os rebelados de Guarapuava, estão os transferidos de Cascavel.
Outras rebeliões
O ano de 2014 tem sido marcado por diversas rebeliões no Paraná. Em 10 meses, presos se rebelaram 21 vezes em várias cadeias e penitenciárias do estado. O período mais violento foi entre agosto e setembro. Em menos de um mês, cinco motins foram registrados. No fim de agosto, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do estado, fizeram um motim que durou 45 horas e deixou cinco pessoas mortas e muita destruição na unidade. O espaço não estava superlotado antes da rebelião, mas foi preciso transferir mais de 800 presos, devido à destruição das celas e corredores.

No dia 7 de setembro, foi a vez da Cadeia Pública de Guarapuava, quando 14 detentos renderam três agentes penitenciários. Eles exigiam a transferência de alguns dos presos, já que o local estava com superlotação. O pedido foi atendido e o motim se encerrou após nove horas.
Ainda houve a rebelião na Penitenciária de Cruzeiro do Oeste (Peco), no noroeste paranaense, no dia 10 de setembro. A unidade recebeu 124 detentos da Penitenciária de Cascavel, após o motim do fim de agosto. Mesmo assim, não havia superlotação. Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju), o presídio pode receber até 1.108 presos, mas abriga 844.
Nos dias 16 e 17 de setembro, presos da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba, realizaram uma rebelião por mais de 24 horas. Os presos renderam os funcionários enquanto eles serviam o café da manhã e dominaram duas galerias do presídio. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns. Uma das reivindicações dos presos era de que fosse construído um muro para que os presos faccionados, que pertencem a facções criminosas, ficassem separados dos demais.
A Seju informou que a construção do muro era inviável, mas disse que reforçou a grade que separa os blocos. Os presos também receberam 50 colchões para repor os que tinham sido queimados na última rebelião, no dia 12 de setembro.

Fonte: G1